1

O que é ser chique no terceiro milênio?

A palavra “chique” vem do francês “chic”, que no começo significava algo elegante e refinado. Bem lá trás, ser chique era sinônimo de seguir as regras de etiqueta da aristocracia, com muita pompa e circunstância. Mas isso mudou, ícones como Coco Chanel trouxeram uma nova visão sobre o que significa ser chique: menos ostentação e mais simplicidade. Chanel pregava o famoso “menos é mais”, mostrando que a verdadeira elegância está nos detalhes e na sutileza.

Hoje, uma pessoa chique é aquela que consegue unir boa aparência com uma postura discreta e inteligente. Mas não é só isso! Ser chique envolve uma série de características que vão além do visual.

Elegância natural – ser você, sem exageros. Pessoas chiques não se preocupam em impressionar a todo custo. Elas encontram um estilo próprio que combina confiança e naturalidade, sem seguir cegamente as últimas tendências.

Simplicidade – é a chave. Não precisa de extravagância para se destacar, a elegância está na escolha cuidadosa de peças clássicas e no comportamento tranquilo e seguro.

Postura e educação – saber se portar em qualquer situação é fundamental. Uma pessoa  elegante conhece as regras básicas de etiqueta, sabe como se comportar em diferentes ambientes e domina a arte de ouvir e falar no momento certo.

Autenticidade – ter segurança de quem é e não precisa copiar ninguém. Essa confiança transparece em suas escolhas, tanto na moda quanto na vida.

Respeito pelos outros – não precisam diminuir os outros para se sentirem superiores. Elas tratam todo mundo com respeito e gentileza. Isso é o que realmente diferencia alguém chique de alguém que só tenta parecer chique.

Ser elegante não é mais exclusividade de quem faz parte da alta sociedade ou das passarelas de moda. Em um mundo mais conectado e diversificado, a elegância se expandiu junto com a informação  ganhou novas formas. Ser chique é saber equilibrar estilo e conteúdo, ser respeitoso, ter uma postura confiante e tratar as pessoas com gentileza, independente da situação.

Além disso, o conceito de elegância hoje também passa por escolhas conscientes. Optar por um estilo de vida sustentável, que valoriza o consumo responsável e o respeito ao meio ambiente, também é uma maneira de ser chique. Afinal, elegância também é sobre fazer escolhas que impactam positivamente o mundo ao nosso redor.

Ser chique é sobre atitude, comportamento e uma maneira especial de se apresentar ao mundo. É saber equilibrar bom gosto, simplicidade e autenticidade, de um jeito que conquista respeito e admiração sem precisar de esforço exagerado.




O Estilo Streetwear

Muita gente  confunde o “streetwear” com om “oversized” que surgiu agora, mas na verdade esse estilo é muito anterior pois  tomou conta da moda desde 1990…

Streetwear é uma forma de moda urbana que se originou nas ruas e está fortemente influenciada por culturas como o hip-hop, o skate, o surf e o grafite. Ele surgiu principalmente nos Estados Unidos nas décadas de 1980 e 1990, quando marcas como Stüssy e Supreme começaram a misturar roupas esportivas com elementos culturais das ruas, criando uma estética que logo ganhou força no mundo.

Falando nisso, nos últimos anos, o streetwear se fundiu com a moda de luxo, com marcas de alta costura como Louis Vuitton, Balenciaga, e Gucci colaborando com marcas de streetwear ou adotando elementos dessa cultura em suas coleções. Isso ajudou a elevar o streetwear a novos patamares, tornando-o parte do recorrente da moda global.

Além de ser um estilo visual, também reflete uma atitude rebelde e uma forma de expressão cultural, muitas vezes desafiando convenções e celebrando a individualidade.

Suas principais características são:

Casualidade e conforto – prioriza peças confortáveis e despojadas, como camisetas largas, moletons, jaquetas bomber, calças cargo e tênis esportivos (“sneaker” é o item mais importante do streetwear. Um bom par de tênis pode transformar o visual. Modelos como os Air Jordans, Yeezys e outros tênis de edição limitada são bastante cobiçados);

Influência da cultura de rua – fortemente inspirado por movimentos culturais urbanos, como a música rap/hip-hop, o skate e o grafite, refletindo a expressão pessoal e a atitude dos jovens nas grandes cidades.

Roupas oversized – o streetwear muitas vezes adota o uso de peças oversized, como moletons e camisetas largas, uma característica que contribui para o estilo relax; Mas é diferente: enquanto o streetwear não se incomoda em trazer detalhes como bolsos, taxas e zíperes, o oversized é mais limpo e minimalista…

Logotipos e branding – marcas de streetwear frequentemente exibem seus logotipos de forma proeminente. Isso reflete uma cultura de exclusividade e status, onde certas marcas e colab são altamente cobiçadas;

Mistura de estilos – combina elementos de diferentes subculturas, criando uma fusão de estilos. Peças de roupas esportivas (tracksuits = casaco, jaquetas bomber) podem ser misturadas com roupas mais sofisticadas ou até mesmo de alta-costura;

Peças utilitárias – muitas vezes inclui peças inspiradas em roupas de trabalho e militarismo, como calças cargo e jaquetas utilitárias, refletindo um estilo prático e funcional.

O streetwear é conhecido pelo uso de marcas icônicas e suas colaborações exclusivas. Marcas como Supreme, Off-White, Nike, Adidas, Stüssy e Palace são algumas das mais populares. Logos e peças exclusivas são muito valorizados, então investir em algumas peças de marcas pode fazer toda a diferença no look. Essas marcar não são baratas, então querer usar esse estilo sempre, pode custar em eu bolso.

No streetwear assim como no oversized a sobreposição de peças é uma arte. Experimente combinar uma camiseta longa por baixo de uma jaqueta jeans. Brinque com diferentes comprimentos, tecidos e texturas para adicionar profundidade ao look.

 Acessórios: fazem uma grande diferença no streetwear. Bonés, gorros, mochilas, bolsas de cintura (as famosas “pochetes”) e correntes são ótimas escolhas para complementar o visual. Eles adicionam personalidade e praticidade ao look. Relógios esportivos e óculos de sol também podem ser ótimos complementos.

Um estilo que não tem medo de cores é esse! Enquanto oversized se vale de cores neutras, o streetwear deita e rola em tons fortes. Experimente misturar cores vibrantes com tons mais neutros para destacar certas partes do look. Estampas ousadas, como camuflado, tie-dye ou grafismos, também podem ser incorporadas para criar um visual mais expressivo e único ou combinar peças com cores complementares ou criar contraste entre peças mais chamativas e outras neutras é uma boa estratégia.

O streetwear é sobre individualidade. Use seu estilo pessoal para se expressar e não tenha medo de misturar diferentes tendências e subculturas. Seja criativo ao incorporar elementos de outros estilos, como o punk, o gótico, o vintage ou o minimalista, para criar uma identidade única.

Mesmo que o streetwear tenha uma aparência casual, é importante cuidar dos detalhes. O ajuste e o caimento das peças, a combinação de cores e acessórios, e o estado das roupas (sem manchas ou rasgos que não sejam intencionais) fazem uma grande diferença.

Essas dicas vão te ajudar a dominar o estilo streetwear, criando looks autênticos e com atitude. Lembre-se de que o streetwear é, acima de tudo, uma forma de expressão, então experimente e adapte as tendências ao seu jeito e dia a dia!




A história das bebidas e seus costumes regionais

Das mais antigas como vinho e cerveja até as modernas bebidas energéticas, elas refletem as transformações culturais e tecnológicas que moldaram nossas sociedades.

As primeiras bebidas alcoólicas surgiram de fermentações naturais. Vinho e cerveja, por exemplo, estão na nossa história há milênios:

Cerveja – surgiu por volta de 7.000 a.C. na Mesopotâmia e no Egito, naquela época era bem diferente da que conhecemos hoje – mais espessa e consumida com canudinhos para evitar os resíduos que ficavam no fundo.

Vinho – embora mais associado a Itália e França, existem indícios de produção de vinho na Geórgia e na Irã, desde em 6.000 A.C.! E foi parte fundamental das culturas mediterrâneas antigas, como na Grécia e Roma.

Hidromel – uma bebida doce feita de mel fermentado, consumida por civilizações como os vikings e gregos antigos. Ainda existe, vocês já experimentaram?

O Ponto de virada –  foi com , que começou no século VIII no mundo árabe, criando o que se chamava “aqua vitae” (água da vida), usada principalmente para fins medicinais e mudou a história das bebidas quando se descobriu que também era possível produzir bebidas alcoólicas com ela. Foi quando surgiram:

Conhaque (Brandy) – na França no século XV, sendo uma destilação do vinho.

Uísque – originado na Irlanda e Escócia, também no século XV, destilado de cereais fermentados.

Rum – feito nas colônias do Caribe no século XVII, a partir da cana-de-açúcar.

Vodka – vem da Rússia e Polônia e começou a ser destilada no século XV.

Bebidas populares sem álcool –  foi apenas nos séculos XVI a XVIII, que algumas das bebidas mais queridas hoje começaram a se popularizar com o comércio global, por exemplo:

Café – embora originário da Etiópia, o café se popularizou no mundo árabe no século XV e depois chegou à Europa no século XVII, onde logo surgiram as famosas casas de café.

Chá – trazido da China pelos portugueses no século XVI, o chá conquistou os ingleses, que o tornaram um ícone cultural no século XVIII.

Chocolate Quente – introduzido na Europa pelos espanhóis após a conquista das Américas, o chocolate quente virou uma bebida de elite no século XVII.

O século XIX trouxe bebidas com gás e o início da cultura dos refrigerantes:

Gaseificadas – no século XVIII, o químico Joseph Priestley descobriu como adicionar gás à água, e no século XIX as bebidas gaseificadas começaram a ser vendidas.

Foi o início da popularização dos refrigerantes – bebidas como Coca-Cola e Pepsi surgiram no fim do século XIX como tônicos medicinais e logo viraram sucesso mundial.

Com a evolução da tecnologia e da globalização, os últimos dois séculos viram uma explosão de novas bebidas: energéticos, águas saborizadas, sucos industrializados e coquetéis sofisticados viraram parte do nosso dia a dia. Sabores mais sutis e misturas requintadas hoje fazem parte do conhecimento básico de qualquer barman.

A história das bebidas acompanha a nossa própria história, refletindo os avanços, descobertas e trocas culturais ao longo dos séculos. Cada gole conta um pouco do nosso passado e das tradições regionais que moldaram o que bebemos hoje.




Estilo “Oversized”: entenda como usar

Oversized”  em inglês, quer dizer “maior do que o necessário” E esse estilo tem conquistado cada vez mais espaço no universo da moda, parece ter vindo para ficar.

O estilo oversized possui característica próprio que, quando combinado, cria visual moderno, descolado e cheio de personalidade.

Oversized são aquelas peças que têm proporções bem grandes e soltas, com ombros caídos e mangas largas e comprimento alongado. Mas tudo na medida certa pois  o objetivo é trazer conforto e uma vibe mais relaxada, sem perder o estilo. É um visual que combina elegância com descontração, tem conquistado cada vez mais adeptos. Começou a ser usado nos anos 80 e 90 pelo pessoal do hip hop, mas hoje é popular tanto entre homens quanto mulheres, é visto como um estilo confortável e moderno e tem sido visto frequentemente tanto em looks casuais quanto em propostas de alta moda.

Além de conforto, o oversized permite brincar com proporções misturando com peças mais ajustadas ou dando um ar de despojamento elegante. Peças oversized frequentemente trazem uma sensação de atitude e autoconfiança, já que abraçam a ideia de romper com o padrão tradicional de roupas justas ou sob medida.

Se gostou do conceito e quer usar veja algumas dicas para adotar esse  estilo de forma estilosa e equilibrada:

Equilibre proporções – combine uma peça volumosa com outra mais ajustada ao corpo. Por exemplo: parte de cima oversized + parte de baixo ajustada ou ao contrário;

Camadas para looks interessantes – uma jaqueta oversized pode ser usada por cima de uma camisa justa ou cropped, criando um visual despojado e moderno ou blazer/sobretudo mais largo por cima de roupas leves e justas;

Cuidado com o comprimento: busque peças que sejam largas, mas que tenham o comprimento certo para o seu tipo físico;

Brinque com texturas e tecidos – um casaco de lã oversized, por exemplo, pode dar um ar sofisticado, enquanto uma camiseta de algodão ampla é perfeita para looks casuais;

Aposte nos acessórios – cinto, tênis, botas e saltos, brinco e colares grandes…

Escolha cores e estampas cuidadosamente –cores neutras (branco, preto, cinza, bege) são fáceis de combinar e trazem um ar mais sofisticado. Estampas também podem ser usadas, mas com moderação. Equilibre com outras peças mais básicas;

Conforto com estilo – roupas largas são ótimas para o dia a dia, mas se usadas com os acessórios certos e combinadas de forma inteligente, elas também podem ser super estilosas para eventos mais formais ou ocasiões especiais;

Super dicas! Peças essenciais do estilo oversized que não podem faltar no seu guarda-roupa são:

– Blazer oversized – clássico e sofisticado, combina bem tanto com roupas casuais quanto formais;

– Suéter ou moletom oversized – mais que perfeito para um look confortável e despojado, que pode ser usado com calças justas ou saias;

– Calça baggy – confortável e moderna, é uma peça versátil, que pode ser combinada com tops ajustados ou cropped.

Com essas dicas, você pode criar um visual oversized que seja descolado, confortável e ao mesmo tempo elegante!




Toalhas de Mesa: Do tradicional branco às cores e estampas

No passado, usar toalhas de mesa brancas era sinal de refinamento. Durante anos, principalmente entre as famílias nobres, elas representavam pureza e limpeza. E, convenhamos, manter uma toalha branca imaculada era para poucos – afinal, até pouco tempo atrás, lavar tecido não era nada fácil. Então, ter uma mesa toda arrumada com uma toalha branca mostrava que a família tinha condições de cuidar muito bem da casa.

Com a Revolução Industrial, a produção de tecidos se tornou mais acessível, e as cores começaram a entrar em cena! A invenção dos corantes sintéticos e das máquinas de costura ajudou a popularizar toalhas de mesa decoradas e coloridas, principalmente para ocasiões menos formais.

Movimentos artísticos influenciaram bastante as escolhas de decoração. Padrões inspirados na natureza, como flores e folhas, começaram a aparecer, além de cores suaves como pastéis e tons terrosos. Esse estilo mais natural e orgânico foi um respiro criativo para quem queria fugir do branco.

A explosão das cores, veio com o estilo Art Deco que trouxe toda uma vibe de formas geométricas, cores vibrantes e materiais luxuosos. Aí, as toalhas de mesa começaram a ganhar mais ousadia em jantares sofisticados. Apesar do branco ainda reinar nos eventos mais formais, cores mais marcantes passaram a aparecer em ocasiões menos cerimoniosas.

Depois de 1950, cores fortes como: vermelho, verde e azul, invadiram as mesas, refletindo o espírito vibrante da época. Toalhas de mesa coloridas se popularizaram nas casas e o uso de tecidos sintéticos tornou esses itens mais acessíveis a todo mundo.

Nos últimos anos, a decoração de mesas se tornou uma forma de expressão pessoal. As regras rígidas de etiqueta ficaram mais flexíveis, e as toalhas de mesa começaram a refletir o estilo e a criatividade de quem está recebendo. A personalização é a chave! Desde opções minimalistas em tons neutros até estampas extravagantes e cores super vibrantes, tudo é possível.

Hoje, toalhas decoradas com bordados, estampas florais ou até motivos contemporâneos são comuns tanto em jantares casuais quanto formais. E, claro, o branco ainda aparece, principalmente em eventos como casamentos e jantares de gala. Mas, o mais interessante é que a escolha da toalha é uma forma de mostrar a personalidade do anfitrião e o clima que ele quer criar para a ocasião.