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Você sabe quantos garçons precisa contratar em diferentes tipos de serviço?

E o segredo para que sejam algo elegante, onde tudo parece funcionar de forma perfeita, sem esforço é escolher bem o serviço adequado e equipe contratada.

E por trás dessa mágica está o trabalho impecável dos garçons! Garçons e copeiras competentes são verdadeiros maestros, garantindo que cada detalhe flua com harmonia. E o número de garçons que você vai precisar depende do tipo de serviço escolhido para o evento.

Conhecer os principais formatos para poder organizar uma equipe que garanta um serviço de primeira – é meio caminho andado para o sucesso de qualquer evento.

Serviço à francesa – é sinônimo de sofisticação e em geral as pessoas acham que é apenas para jantares mais formais. Na verdade é o serviço que oferece maior conforto ao convidado – pois tudo chega, literalmente de bandeja para que cada um se sirva sem levantar do seu lugar.

É o que exige maior numero de profissionais: 1 garçom para cada 8 a 10 pessoas. Assim, em um evento com 200 convidados (20 mesas com 10 em cada) entre 20 e 25 garçons vão garantir que ninguém espere muito para se servir.

Serviço à inglesa direta –  aquele em que o garçom serve diretamente o convidado. O ideal para eventos menores, nos maiores não funciona e demora mais. Vale também a média de garçom para cada 8 a 10 convidados.

Serviço à inglesa indireta – esse estilo é um pouco mais rápido, mas também exige bastante coordenação. Para manter o ritmo e a qualidade, o número de garçons deve ser o mesmo: 1 para cada 8 a 10 convidados, totalizando 20 a 25 garçons.

Serviço empratado – rápido e prático, ideal para grandes eventos. Dá para trabalhar com: 1 garçom para cada 10 a 12 convidados.

Serviço de buffet – como o trabalho dos garçons é mais de suporte, você pode reduzir a equipe: 1 garçom para cada 20 convidados é o ideal.

Nenhum jantar de gala está completo sem um bom serviço de vinhos. E para isso, é:

A média é de 1 sommelier para cada 2 ou  3 mesas, ( mesas até 10 pessoas) para manter o vinho fluindo na hora certa.

Em tempo: é importante contar com sommeliers ou garçons especializados que saibam o momento certo para servir cada taça.

Seja qual for o estilo de serviço que você escolher, o número certo de garçons faz toda a diferença! Com a equipe bem distribuída e os garçons atentos, seus convidados vão desfrutar de uma experiência perfeita, onde cada detalhe é cuidado com precisão e elegância. Afinal, servir bem é uma verdadeira arte!




Talheres: conheça melhor e perca o medo de usar

Um lugar bem colocado a mesa pode ter até 9 talheres por pessoa. O que trás uma enorme insegurança quanto a como usar cada um e medo de pagar mico.

Mas é mais fácil que parece. Para dominar esse assunto, basta conhecer um pouco da trajetória de cada um deles. O garfo, faca e colher surgiram em momentos diferentes e até o ano de 1.500 aproximadamente, habitantes da evoluída Europa comiam… ainda com as mãos!

Faca: a primeira a chegar a mesa. Ela está com a gente desde sempre. As primeiras eram bem rústicas, feitas de pedra lascada, e serviam para tudo: desde caçar até preparar a comida. Quando os humanos  começaram a trabalhar os metais, surgiram as facas de bronze e ferro, e essas, também eram símbolo de status.

Era questão de sobrevivência: todo mundo tinha a sua própria faca e a levava para as refeições. Era tipo um acessório pessoal, e quem tinha uma faca mais refinada, geralmente de metal, era considerado uma pessoa importante.

A colher e sua história antiga. Nossos antepassados já usavam conchas, madeira ou ossos para pegar líquidos ou alimentos macios. O que lhe dá o direito de competir com a faca como o talher mais antigo… Com o passar dos anos o uso da colher ficou mais comum à mesa e o material variava conforme a classe social: madeira, osso, prata e bronze… Os mais pobres usavam colheres de madeira ou estanho, enquanto os ricos exibiam suas colheres de prata.

Garfo – o caçula da família. Seu primeiro uso não era a mesa, mas na cozinha, para segurar carnes enquanto se trinchava e cortava. Ele tinha só dois dentes e era mais prático que elegante. Só foi muito tempo depois que o garfo começou a ser usado nas refeições, mas de forma limitada, principalmente pela nobreza. Ele se popularizou por volta de 1500, na Europa levado por Catarina de Medici que casou-se com o rei da França. Em outros lugares da Europa, o pessoal torcia o nariz, achando o utensílio “afeminado” ou desnecessário.

Quando virou parte oficial dos talheres da mesa ele evoluiu: de dois dentes passou para três ou quatro, facilitando nossa vida para pegar a comida.

Os talheres de sobremesa, com tamanhos menores e mais delicados, surgiram da necessidade de servir as sobremesas com classe, e quem podia exibia conjuntos refinados, com colheres pequenas para pudins e garfinhos para frutas.

Para todos – Já no século 19, a produção em massa de talheres de metal ficou acessível. Surgiram diferentes tipos de facas, colheres e garfos para usos específicos: faca de carne, garfo de peixe, colher de sopa, de sobremesa, e por aí vai. Hoje, talheres de aço inoxidável são os mais comuns, mas claro, quem curte um toque de sofisticação ainda opta por talheres de prata.

De ferramentas de sobrevivência a símbolos de refinamento, eles evoluíram junto com a humanidade. Por isso, se estive a mesa com vários talheres colocados a sua frente não entre em pânico: use sempre pegando os que estiverem na lateral do prato de fora para dentro e lembre que, acima do prato e menores, são os de sobremesa. Mas acima de tudo, aproveite a refeição e a companhia!




Toalhas de Mesa: Do tradicional branco às cores e estampas

No passado, usar toalhas de mesa brancas era sinal de refinamento. Durante anos, principalmente entre as famílias nobres, elas representavam pureza e limpeza. E, convenhamos, manter uma toalha branca imaculada era para poucos – afinal, até pouco tempo atrás, lavar tecido não era nada fácil. Então, ter uma mesa toda arrumada com uma toalha branca mostrava que a família tinha condições de cuidar muito bem da casa.

Com a Revolução Industrial, a produção de tecidos se tornou mais acessível, e as cores começaram a entrar em cena! A invenção dos corantes sintéticos e das máquinas de costura ajudou a popularizar toalhas de mesa decoradas e coloridas, principalmente para ocasiões menos formais.

Movimentos artísticos influenciaram bastante as escolhas de decoração. Padrões inspirados na natureza, como flores e folhas, começaram a aparecer, além de cores suaves como pastéis e tons terrosos. Esse estilo mais natural e orgânico foi um respiro criativo para quem queria fugir do branco.

A explosão das cores, veio com o estilo Art Deco que trouxe toda uma vibe de formas geométricas, cores vibrantes e materiais luxuosos. Aí, as toalhas de mesa começaram a ganhar mais ousadia em jantares sofisticados. Apesar do branco ainda reinar nos eventos mais formais, cores mais marcantes passaram a aparecer em ocasiões menos cerimoniosas.

Depois de 1950, cores fortes como: vermelho, verde e azul, invadiram as mesas, refletindo o espírito vibrante da época. Toalhas de mesa coloridas se popularizaram nas casas e o uso de tecidos sintéticos tornou esses itens mais acessíveis a todo mundo.

Nos últimos anos, a decoração de mesas se tornou uma forma de expressão pessoal. As regras rígidas de etiqueta ficaram mais flexíveis, e as toalhas de mesa começaram a refletir o estilo e a criatividade de quem está recebendo. A personalização é a chave! Desde opções minimalistas em tons neutros até estampas extravagantes e cores super vibrantes, tudo é possível.

Hoje, toalhas decoradas com bordados, estampas florais ou até motivos contemporâneos são comuns tanto em jantares casuais quanto formais. E, claro, o branco ainda aparece, principalmente em eventos como casamentos e jantares de gala. Mas, o mais interessante é que a escolha da toalha é uma forma de mostrar a personalidade do anfitrião e o clima que ele quer criar para a ocasião.




Os Sinaleiros do Castelo de Windsor – Uma Forma Elegante de Coordenar Serviços

A equipe de serviço da Coroa Britânica precisa ser extremamente coordenada, e para isso, existe um sistema discreto e eficaz: o sinaleiro.

 Esse sistema de luzes é usado para garantir que os garçons saibam exatamente o que fazer e quando, sem a necessidade de palavras, mantendo a elegância e o ritmo dos eventos.

Em vez de se comunicar com palavras ou gestos, os garçons seguem um sistema de luzes que indica cada etapa do serviço. Esse sistema é super organizado e garante que tudo funcione como um verdadeiro balé sincronizado. Aqui está uma ideia de como as luzes funcionam:

1. Luz Verde: quando essa luz acende, é hora de COMEÇAR A SERVIR. Isso pode sinalizar o início do banquete ou a troca para o próximo prato;

2. Luz Vermelha: PARADA TOTAL. O serviço deve ser interrompido imediatamente, seja para um anúncio importante, um brinde ou ajustes no protocolo;

3. Luz Amarela: ATENÇÃO! Essa luz é como um alerta para que os garçons fiquem prontos, mas ainda não comecem a servir;

4. Luz Azul: HORA DAS BEBIDAS. Vinhos, champanhe ou outras bebidas devem ser servidos ou reabastecidos quando essa luz se acende.

Mas por que esse sistema é essencial? Em eventos formais e maiores, a precisão é tudo. O sinaleiro permite que o serviço ocorra de maneira discreta, sem palavras ou interrupções desnecessárias, o que preserva a atmosfera sofisticada do evento. Cada luz tem um significado claro, e isso garante que todos os garçons saibam o momento certo de agir, sem causar nenhum tipo de distração e muito menos se comunicarem através de rádios barulhentos ou smarphones.

Esse tipo de coordenação discreta faz com que tudo saia perfeito,  e é usado também em outros países. E, uma ótima ideia para qualquer tipo de  evento maior como casamentos, formaturas e eventos corporativos etc. Fica a dica para as casas de eventos e bufês!




Da Caça à Pratos Elaborados

No início da civilização, a caça era fundamental para a sobrevivência. Animais selvagens como veados e javalis eram o prato principal de muitas refeições, especialmente em sociedades nômades e nas primeiras comunidades agrárias.

Na Idade Média, a caça continuava sendo importante, especialmente entre os nobres, que a viam não apenas como fonte de alimento, mas também como um esporte que demonstrava status. Nos banquetes da realeza, faisões e cervos eram servidos com orgulho e já começava a surgir um toque de sofisticação, com especiarias e molhos.

Renascimento – especialmente na França e na Itália, a culinária começou a se tornar uma verdadeira arte. A caça ainda estava presente, mas as carnes começaram a ser preparadas de forma muito mais refinada. Técnicas como marinar e rechear ganhavam destaque, e a urbanização trouxe consigo um aumento na criação de animais domesticados. Isso fez com que a dependência da caça diminuísse gradualmente.

Símbolo de poder – durante o reinado de Luís XIV, na França, a comida e tudo o que o envolvia, era um evento, já que a refeição tornou-se símbolo de poder e sofisticação. Foi nessa época que a caça começou a perder espaço para pratos elaborados por chefs que serviam à nobreza. Regras de etiqueta foram formalizadas e as refeições preparadas com mais cuidado se tornaram a norma nos jantares da alta sociedade.

Revolução Industrial –  o acesso a alimentos domesticados aumentou, especialmente nas áreas urbanas e cidades. A caça, que antes era uma prática vital, passou a ser vista mais como um hobby. Agora, carne de animais como bovinos, suínos e aves de criação se tornou o centro das refeições da classe média.

Hoje, a caça é uma atividade bastante controlada, e o consumo de carne de caça é restrito. Em muitas culturas, a caça ainda é mais uma tradição ou um esporte, mas nas grandes cidades, praticamente toda a carne consumida vem de animais domesticados.

A transição da caça como fonte principal de alimento para pratos mais sofisticados preparados nas cozinhas foi um processo que durou séculos. E hoje a sofisticação na gastronomia e o desenvolvimento da agricultura mudaram completamente a forma como nos alimentamos.

Essas mudanças refletem não só a evolução da cozinha, mas também a forma como passamos a ver a gastronomia – antes uma uma necessidade vital e hoje em um patamar de arte, indo além dos sabores,  com acessórios, decoração  e etiqueta específica da chamada mesaposta.